sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

SANTANA CD 1984/1995



Eis o primeiro Santana top de linha, que impressionava por seu luxo e conforto, dentro e fora. Mereciam destaque os vidros elétricos, carpetes espessos, cinto de segurança retráteis de três pontos, também nos bancos traseiros. Entre os acessórios disponíveis, eram novidade os lavadores de faróis. Direção hidráulica e ar condicionado de série, sendo o câmbio automático opcional.

A dirigibilidade impressionava. A direção hidráulica progressiva era muito leve em manobras e muito firme am altas velocidades, verdadeira referência de comportamento nos anos 80. A suspensão era bem acertada, boa estabilidade sem perder o compromisso com o conforto. Os freios eram eficientes para a proposta do carro, com boa modulação e funcionavam sem alterar a trajetória do carro






As relações de marcha eram bem adequadas, mas o motor de bielas curtas não ajudava, sendo bastante áspero.



Uma reportagem de época comparava a sensação de dirigir o Santana com a dos saudosos Dodges e Galaxies. De fato, era um carro de elevada solidez, sempre transmitindo segurança a quem estivesse ao volante






O Santana se mostrava de fato um carro com muito luxo, conforto e elegância, os bancos dianteiros e os traseiros que contavam com descansa braço central transmitia muito conforto a todos os ocupantes, o único incômodo poderia ser ocasionado no caso quando houvesse o quinto ocupante.



O motor 1.8 de 92,4 cavalos combinado com o câmbio 4+E decepcionava quem buscava um desempenho mais esportivo, fato que foi posteriormente corrigido com o advento dos motores AP, com bielas mais longas de 144mm. Estabeleceu um novo padrão, ao eliminar o estigma de que luxo e baixo consumo não andam juntos. O consumo era muito satisfatório, levando em conta o porte e desempenho do carro.



segunda-feira, 30 de agosto de 2010

SANTANA E QUANTUM GL 1987



Os Santana e Quantum GL 1987 chamavam a atenção pelos seus toques esportivos, começando pelas rodas - semelhantes às rodas do Gol GT.



Com novo visual mais robusto devido aos novos pára-choques, também impressionava com suas maçanetas, contorno dos vidros e bagageiros (somente na Quantum) em preto fosco, e não mais cromado como na linha 1985/86. Borrachas nas portas foram aplicadas para melhorar a estética e dar mais segurança à pintura em estacionamentos apertados.


Tinha o mesmo padrão interno e mantinha o seu grande conforto, principalmente ao motorista, que tinha à sua disposição várias regulagens em seu banco. Utilizava o mesmo volante de quatro raios e quatro botões para a buzina, facilitando assim o seu uso, ainda mais com seu bom posicionamento que permitia uma fácil visualização dos instrumentos


De série: rádio AM/FM estéreo, relógio digital, ventilação forçada, iluminação no porta-malas e compartimento do motor, banco do motorista com regulagem de altura, conta-giros, cobertura sanfonada do porta-malas (somente para Quantum), indicador de consumo, aquecimento interno, faróis halógenos e rodas de liga leve. Como opcionais, direção hidraúlica, ar-condicionado, vidros elétricos, travas elétricas, vidros verdes com pára-brisas degradê e toca fitas.



Era disponível nas seguintes cores: branco; três tons de vermelho; quatro tons de azul; bege; dois tons de preto; prata; cinza; dois tons verdes; e marrom. Internamente podia ser preto, marrom ou cinza.

domingo, 29 de agosto de 2010

LINHA SANTANA E QUANTUM 1987



A Volkswagen trouxe várias mudanças para toda linha Santana e Quantum 1987; entre elas, a péssima mudança da caixa de marchas PS para a caixa PV, mais curta, que permitia excelente retomada, mas elevava o consumo e nível de ruído.



A Volkswagen divulgou quatro modelos, C, CL, GL e GLS, porém o modelo C surgiu apenas para burlar o congelamento de preços do Plano Cruzado. Na época, com a inflação zero "por decreto", com preços congelados, era uma alternativa para oferecer um produto mais simples pelo mesmo preço de antes. O famoso jeitinho brasileiro.


A linha ganhou novos pára-choques de plástico injetado (polipropileno), o qual passou a envolver toda a parte inferior dianteira e traseira, dando mais robustez ao modelo. O novo pára-choque traseiro encobria o silencioso, que também foi deslocado do final para quase o centro do sistema de escapamento. Com essa nova estética, houve também melhoras no coeficiente de penetração aerodinâmico, o Cx. Na suspensão, também foram providenciadas modificações, como a recalibração dos amortecedores.


Com as modificações no motor, houve ganho de 2 cavalos na potência, passando de 94 cv a 5000 rpm, para 96 cavalos a 5200 rpm, com torque de 15,2 mkgf para 15,6 mkgf nas mesmas 3400 rpm. Esse ganho ocorreu devido a um aprimoramento no processo de industrialização do motor, que fez com que as tolerâncias de produção fossem reduzidas. Com isso, as médias de potência foram progressivamente aumentando, o que exigiu uma retificação de seus valores.


O sistema de aferrecimento também foi modificado, onde o antigo radiador vertical, deu lugar a um horizontal, com a tampa localizada no vaso de expansão. Sem dúvidas, uma pequena modificação, porém muito significativa, foi a troca do rolamento do cubo da roda dianteira, em 7 centésimos de milímetro no seu diâmetro, o suficiente para que desaparecessem os estalos que se ouvia na suspensão dianteira sempre que a direção fosse completamente esterçada.

SANTANA CD AUTOMATICO 1986



Desde o seu lançamento em 1984, o Santana possuía um grande requinte de luxo, e a partir de 1986 estava mais completo do que nunca.


O ar-condicionado era extremamente necessário, pois o projeto do Santana possui um pára-brisas que acabava na altura da cabeça do motorista - e o ar corrigia, portanto, o incômodo que o sol causava. Com esse novo equipamento, o consumo também aumentava em torno de 5%. Com o compressor de 35 kg instalado no motor, os engenheiros resolveram mexer na suspensão dianteira e endurecê-la em torno de 15%.

A direção hidráulica trazia um enorme conforto em baixas velocidades, facilitando muito as manobras, que podiam ser feitas com somente um dedo. Além de conforto, a direção era progressiva, ou seja, seu auxílio hidráulico ia diminuindo à medida que aumentava a velocidade, proporcionando uma segurança maior aos ocupantes caso houvesse algum movimento brusco no volante. Esse equipamento aumentava o consumo de combustível do veículo em torno de 2%.


Passava a ser oferecido o câmbio automático, que era indiscutivelmente um fator de conforto e de tranqüilidade para quem não gostava de ficar pisando na embreagem e acionando a alavanca do câmbio a cada 10 segundos no confuso e congestionado trânsito das grandes cidades. Com a nova transmissão, o motor do Santana também ganhou as mesmas modificações que o motor da Quantum, com válvulas de escape maiores, além de novas bielas e pistões mais leves, obtendo 2 cavalos a mais.


Com todo esse conjunto, o Santana CD 1986 era um carro gostoso e simples de dirigir: bastava colocar a alavanca de câmbio no D (de drive) e acelerar, que o carro correspondia ajudado por uma adequada relação entre as três marchas; depois, era só acostumar com a falta do pedal da embreagem. As reduções também eram feitas automaticamente, mas você podia ajudar nas retomadas de velocidade, pisando fundo no acelerador, e nas freadas, mudando manualmente a alavanca do câmbio para a segunda ou até para a primeira. Caso você quisesse retomar da segunda para a terceira sem querer tocar no câmbio, era só pisar o acelerador até o fim de seu curso: uma vez feito isso, o pedal comprime um botão que está logo abaixo (o chamado kick-down), e essa era a garantia de que o câmbio só retornaria à marcha mais longa quando o motor atingisse os 5000 rpm. Sem dúvida, uma caixa bem avançada para a época.

QUANTUM CG 1985/1986




Com seu estilo limpo e aerodinâmico, a Quantum CG 1986 foi um modelo que conseguiu quase sem restrições satisfazer aos padrões mais exigentes de conforto, acabamento e espaço. Essa Quantum faltava, e muito, para se igualar à top de linha: rádio digital com antena elétrica, faróis de milha, bolsas atrás dos bancos e ar-condicionado eram itens opcionais.


Na parte mecânica trazia grandes novidades no motor, que era o 1.8 com as mesmas especificações básicas das unidades fabricadas na Alemanha. Entre todas essas modificações estavam a troca dos pistões e bielas, formando um ângulo menor entre o pino central dos pistões e o virabrequim, no qual reduzia massas oscilantes e em última análise um menor atrito interno. Resultados práticos para uma maior potência: 94 cavalos contra os 92,3 de antes à mesma rotação de 5000rpm e o torque que subiu de 14,9 para 15,2 mkgf atingidos a 3400rpm.


Uma construção que trazia grandes novidades, mas algumas em especial: como o bagageiro, que possuía uma parte fixa e outra móvel (as hastes transversais deveriam ser colocadas apenas quando fossem usadas), no qual indicava uma carga máxima de 45 quilos. Outra novidade dentro da família na época era a tampa do estepe e tampas nas laterais, nas quais, além dos imprescindíveis macacos e chaves de roda, podia-se alojar outros objetos, tais como jogos de chaves, lâmpadas de emergência, caixa de primeiros socorros, etc.. Não podemos esquecer também do grande espaço interno que poderia ser obtido abaixando parte do encosto traseiro (1/3 ou 2/3), em caso de cargas volumosas. E, sobretudo, a cobertura sanfonada do espaço reservado à bagagem.


A Quantum também possuía como item opcional o câmbio automático, de origem alemã, que transmitia muito conforto e muita precisão. Seu desempenho era inferior ao modelo com transmissão mecânica devido a perda de potência que há no conversor de torque (leia mais sobre o Santana CD 1986 com transmissão automática).


Os sistemas de freio e suspensão eram bem dimensionados. Eles possibilitavam a imobilização do veículo em linha reta, devido à sua boa estabilidade, transmitindo confiança em função dos amortecedores mais duros e modernos, enquanto que em casos de carga total, era necessária um pouco mais de atenção. Nessas condições, os faróis baixos e altos tinham comprometida a sua eficiência. A solução para isso seria a adoção de um sistema que abaixasse os faróis quando o carro estivesse com muita carga.

Enfim, o modelo agradava em desempenho, pois adequado ao seu tamanho e motor, fornecendo potência de forma contínua e sem falhas na carburação. Transmissão e câmbio agradavam pelos seus engates precisos e uma quinta longa, algo útil para reduzir o consumo, possibilitando médias de 8 km/l na cidade e 12 km/l na estrada. No caso da versão automática, era possível uma autonomia de cerca de 750 km com 75 litros de álcool, isso a uma velocidade constante de 80 km/h e carga total.


Um modelo que sempre agradou com seu estilo de “linhas limpas” e um excelente conforto para quatro pessoas (somente um pouco menos em caso de cinco pessoas). Quem se dava bem era o motorista, que tinha uma ótima posição para dirigir.

O PRIMEIRO SANTANA QUE SAIU





O Santana Comfort Silver era o modelo de entrada no lançamento do Santana em 1985. Vinha com motor 1.8 a álcool que gerava 92,4 cavalos e câmbio de quatro marchas, que apresentava um desempenho razoável, prejudicado pelas bielas curtas do motor MD-270. Foi um dos melhores motores a álcool da década de 80, com partida fácil e bom funcionamento.



Externamente, era diferenciado pela sua simplicidade, equipado com calotas de plástico e um simples friso que acompanhava toda a lateral na altura dos faróis. As quatro portas eram item opcional, bem como a direção hidráulica e ar-condicionado.